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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O tabuleiro político que define o futuro de São Paulo

Com um ano até as eleições de 2026, a região metropolitana se consolida como termômetro decisivo para o cenário político paulista. A menos de 365 dias das eleições de outubro de 2026, a Baixada Santista vive um movimento silencioso, porém intenso, de articulações e estratégias que podem redefinir o mapa político da região. Nove cidades, nove realidades distintas, mas um mesmo objetivo: conquistar o apoio do eleitorado.

Em Santos, observa-se um embate que vai além das candidaturas. De um lado, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) busca consolidar sua força eleitoral com o apoio da gestão municipal. Do outro, Rosana Valle (PL) navega entre lealdades políticas e os ventos contrários após votar a favor da PEC da Blindagem e alinhar-se a Jair Bolsonaro em um momento delicado para o bolsonarismo.

Praia Grande vive um momento crucial. O prefeito Alberto Mourão (MDB), pela primeira vez em seis mandatos, enfrenta desafios que vão além da administração pública. Seu projeto de eleger o neto Lucas Mourão à Assembleia Legislativa e o genro Cassio Navarro à Câmara Federal esbarra na oposição interna da ex-prefeita Raquel Chini e na ambição política dos irmãos Danilo e Davi Morgado. Em Bertioga, o ex-prefeito Caio Matheus carrega o título de gestor mais bem avaliado da região, mas seu futuro político depende diretamente do desempenho de seu sucessor, Marcelo Vilares. A pergunta que circula nos círculos políticos é: a base municipal será suficiente para eleger um deputado estadual?

O cenário para deputados estaduais aponta para mudanças significativos. Apenas Caio França (PSB) parece ter relativa segurança. Os demais titulares – Paulo Corrêa Jr. (PSD), Solange Freitas (União Brasil), Tenente Coimbra (PL) e Paulo Mansur (PL) – enfrentam a ameaça conjunta de novos nomes e da tradicional divisão de votos com candidatos de outras regiões.

Destaque para Marcelo Strama (PSB), de Itanhaém, que usa sua posição no Ministério do Empreendedorismo para construir uma rede de apoio estadual. Enquanto isso, em Peruíbe, o vereador Cristen na Mira (MDB) ganha projeção nacional como possível candidato a deputado federal. Já em São Vicente, o prefeito Kayo Amado (PODE) testa discretamente as águas de uma candidatura federal. A Baixada Santista, com seu eleitorado de 1,4 milhão de pessoas, sempre foi um microcosmo do comportamento político paulista. Em 2026, essa característica se acentua: cada cidade, cada aliança, cada desentendimento local pode ter repercussão estadual. À medida que o calendário avança, uma certeza se impõe: as campanhas já começaram nos gabinetes, nas ruas e nas redes sociais. E a Baixada Santista, mais uma vez, será palco de uma disputa que vai muito além das fronteiras regionais.

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