Decisão foi tomada por 6 votos a 2; defesa alega perseguição política e critica decisão judicial
Em sessão histórica realizada na tarde desta segunda-feira (29), a Câmara Municipal de Doutor Ulysses cassou o mandato do vereador Lucas Branco da Silva. A decisão, baseada em quebra de decoro parlamentar, foi tomada por 6 votos a favor e 2 contra, após aproximadamente três meses de tramitação do processo na Casa.
O parlamentar respondia a denúncia do Ministério Público do Paraná pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. As acusações pesaram na decisão dos vereadores, que consideraram incompatível a permanência de Lucas Branco no exercício do mandato.
O advogado da Câmara Municipal, Dr. Paulo Roberto Ferraz, fez a leitura do parecer final que fundamentou juridicamente a cassação. “O processo atendia a todos os requisitos legais para a perda do mandato por quebra de decoro”, explicou.
Discussão durante a votação
O plenário viveu momentos de tensão quando a vereadora Cleri Lins solicitou prazo de uma semana para analisar o caso, alegando desconhecer os detalhes do processo. O pedido foi negado pelo presidente da Câmara, Miguel dos Anjos Dias, que argumentou que “quem não teve conhecimento, foi porque não correu atrás para procurar saber e ficar a par da situação, já que o processo tramita há três meses na Casa”.
Defesa alega perseguição política
Em declaração impactante, o advogado de defesa do vereador, Luiz Augusto Ribeiro Franco, classificou o caso como perseguição política por parte da gestão municipal atual. Ele também direcionou críticas ao Judiciário: “A juíza em si vai ficar com vergonha, vai ficar com consciência pesada pelo ato realizado envolvendo o suposto acusado Lucas Branco da Silva”.
A sessão foi acompanhada por grande número de moradores e autoridades, refletindo a repercussão do caso na comunidade local. Com a cassação, o suplente que já vinha atuando provisoriamente assume definitivamente a vaga no legislativo municipal.
O caso segue agora para as instâncias judiciais, onde serão julgados os crimes atribuídos ao ex-vereador.

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